The Crazy Arabian's House
Sunday, October 01, 2006
Monday, November 21, 2005
Strahov: O colosso do Leste!

Visão panorâmica.


As duas últimas fotos mostram o grande Strahov de Praga já sem grama e sem o uso original.
Engana-se quem afirma de bate pronto que o maior estádio do mundo construído pelo homem foi o Maracanã. Esta é uma velha falácia em que nós brasileiros sempre acreditamos. Em 1926, foi erguido na bela cidade de Praga, um monumento à altura do amor nutrido pelos tchecoslovacos ao futebol, o Velký Strahovský Stadion, popularmente conhecido apenas como Strahov Stadion, o colosso do Leste Europeu.
O Strahov foi de fato por muito tempo o maior estádio do mundo. Sua capacidade oficial era de 220 mil espectadores nas arquibancadas. No entanto, os recordes não foram registrados em partidas de futebol. Em 1993, 250 mil pessoas se reuniram para assistir a um show da banda Pink Floyd. Mas ainda há uma outra marca. Os tchecos afirmam que em 1955, contando arquibancadas e campo, em uma competição de ginástica, eles colocaram 300 mil pessoas. Simplesmente impressionante!
Por muitos anos foi a casa dos dois principais times do país: o Sparta Praha e o Slavia Praha. Pelo colossal Strahov desfilaram craques do quilate de Planicka e Nedved, passando por Nejedly, Pepi Bincan, Puc, Masopust, Kvasnak, Popluhar,
Panenka entre outros!
Com o tempo tornou-se obsoleto. Os estádios foram ficando menores e mais modernos. O Sparta, por exemplo, ergueu a moderna Toyota Arena onde a própria seleção
nacional manda os seus jogos.
No início deste século, o Strahov deixa de ser usado em jogos oficiais e é arrendado por 99 anos pelo Sparta que o transforma em um Centro de Treinamento. O campo é reorganizado de forma que passa a comportar a sede administrativa do clube e oito campos de treinamento. Isto mesmo! Oito campos! Por estes números ninguém pode ter a menor dúvida: o Strahov Stadion foi por muito tempo o maior estádio do mundo!
Centro de Treinamento do Sparta Praha.
Sunday, November 20, 2005
Manderlay - 2005!


Pai da Grace (William Dafoe) e Grace (Bryce Dallas Howard).

Timothy (Isaac De Bankolé) e Grace (Bryce Dallas Howard).

Timothy e Grace (um pouco antes da cena de sexo).
“Manderlay” é o ótimo segundo filme de uma triologia idealizada por Lars Von Trier, onde o diretor dinamarquês pretende expurgar aqueles que ele considera os piores problemas da sociedade norte-americana.A terceira parte, “Washington”, tem lançamento previsto para o ano de 2007.
Seguindo as normas técnicas do Movimento Dogma*, do qual foi um dos criadores, Von Trier não usa quase cenários, o filme foi todo rodado dentro de um galpão na Suécia, pouquíssima luz artificial e trilha sonora quase zero, com a exceção da canção “Young Americans” de David Bowie que embala as imagens finais. Apesar disto não causa o mesmo impacto que “Dogville”, talvez porque o espectador tenha sido pego de surpresa no primeiro e neste não.
Se em “Dogville” Von Trier mostrou a hipocrisia dos cidadãos americanos, em “Manderlay” ele mostra a escravidão, o relacionamento entre brancos e negros na transição da escravidão para a liberdade e como as próprias vítimas do preconceito podem ser preconceituosas.
A troca de atores, Nicole Kidman por Bryce Dallas Howard e James
Caan por William Dafoe, que poderia significar em uma queda de qualidade, não se confirma devido ao nível dos novos interpretes. Howard, revelação por “A Vila”, reafirma todo o seu talento e dá vida a uma Grace tão marcante quanto a de Kidman.
É preciso ressaltar, também, a bela atuação de Danny Glover
Talvez apenas uma coisa não faça de “Manderlay” um filme tão
bom quanto “Dogville”, apesar do racismo ser um tema mais
repugnante do que a hipocrisia, o espectador não saí do cinema
com aquela sensação de soco na boca do estomago. O que mais choca em “Manderlay” são as fotos e imagens da opressão e dos massacres perpetrados pelos homens ao longo do século 20. As mesmas imagens que são embaladas por David Bowie.
* Em 1995, quatro diretores dinamarqueses lançam o “Manifesto
Dogma” onde afirmam que qualquer um é capaz de fazer cinema.
Entre as 10 regras explicitadas no manifesto as mais radicais
são: ausência de trilha sonora, luz artificial e efeitos especiais. Nos seus dois últimos filmes, como já é sabido, Von Trier extrapola, positivamente diga-se de passagem, e quase não usa cenários.
Thursday, November 17, 2005
Os Pinguins de Madagascar - 2005!


Nas duas fotos: Private, Kowalski, Skipper e Rico.
Um desenho pra lá de engraçado! Os pingüins apareceram como coadjuvantes no filme Madagascar e ganharam mais tarde um curta próprio passado na época do Natal. Agentes secretos que servem os seus próprios propósitos, eles são liderados por Skipper (Comandante) que em português recebeu o nome de Capitão. Os outros integrantes do grupo são: Rico, maluco, o especialista em armas e explosões, Kowalski, o cérebro, especialista em estratégias, e Private (Pracinha), o pau para toda obra da tropa.
Monday, November 14, 2005
Marcas da Violência - 2005!


Tom Stall (Viggo Mortensen) e Edie Stall (Maria Bello)
Carl Forgaty (Ed Harris) e Tom Stall (Viggo Mortensen)
Cronenberg usa uma linguagem direta e objetiva, não possui a complexidade misteriosa e fascinante de "Spider – Desafie a sua mente" e de seu personagem principal, o que não faz dele menos fascinante! Fácil de entender, difícil de não aceitar, infelizmente, com extrema naturalidade, afinal a violência bate quase todo
dia a nossa porta.
Tom Stall, personagem de Viggo Motersen em bela atuação, onde apesar do tipo fortão, desassocia-se de vez do seu papel mais famoso, o Aragorn de "Senhor dos Anéis", diz logo a que veio. Ele é justamente aquilo que o espectador espera
que ele seja!
Para finalizar, dois são os pontos altos do longa: as cenas de tiroteio, principalmente a primeira pela forma surpreendente como ela se desenrola, e o final, a história termina de forma sutil. O que poderia ser um corte brusco, faz todo sentido quando se pensa que tão natural quanto a violência nos dias atuais é a continuação da vida. Esta não para, aconteça o que acontecer!
Sunday, September 04, 2005
A Chave Mestra - 2005!


Posteres do filme.

Kate Hudson, a bela protagonista.
Apesar da crítica desfavorável, um belo flme!
"A Chave Mestra" conserva até os últimos minutos um aspecto fundamental a qualquer filme de suspense: o segredo. O roteiro, bem amarrado, responde a todas as
questões lançadas ao longo do filme e não deixa dúvidas na cabeça dos espectadores.
Já o local onde é ambientada a história, os pântanos da Louisiana, colabora bastante para o clima soturno e para a tensão da história, que conta com um final surpreendente. Outro ponto forte são as atuações de Kate Hudson, Gena Rowlands e John Hurt, em um dos papéis mais expressivos de sua carreira, apesar de atuar quase todo o tempo apenas com os olhos. Há apenas um pecado que, na verdade, não é culpa da história. Os distribuidores de "A Chave Mestra" no Brasil propagandeiam que o autor do roteiro original é o japonês Koji Suzuki, o mesmo de "Chamado", "O Grito" e "Água Negra". Para quem conhece bem a obra de Suzuki fica difícil acreditar. Os pontos em comum entre todas estas histórias, traumas familiares e criancinhas assustadoras, não são vistos em "A Chave Mestra". Uma tremenda bola fora!
Tuesday, August 16, 2005
Série Lanternas Verdes!
SETOR: desconhecido.
CASA: inaplicável, pois Mogo é um mundo.
DESCRIÇÃO FÍSICA: Planeta consciente, a faixa equatorial verde forma a insígnia da Tropa dos Lanternas Verdes.
PARENTES CONHECIDOS: nenhuns
HISTÓRIA:
A origem e a introdução de Mogo na Tropa dos Lanternas Verdes não são bem esclarecidas ainda *. Ele raramente se envolve com outros lanternas, seu tamanho impossibilita visitas a Oa. Entretanto, um grande número de viajantes visitam este lanterna verde. Em uma história contada a Arisia de Graxos IV por Tomar Re de Xudar, Mogo foi desafiado por Bolphugna, o que não desiste. Bolphugna era uma criatura violenta que possuia esta reputação, por ter vencido numerosas lutas. Ele pretendia bater o mais temido e o misterioso de todos os seres, o lanterna verde conhecido como Mogo. A busca por sua presa conduziu-lhe a um planeta parecido com a terra, desprovido de qualquer sinal de vida inteligente. Bolphugna gritou
desafiando o lanterna. Não recebendo nenhuma resposta, ele procurou por todo o planeta o lanterna. A tarefa de Bolphugna era ainda mais difícil pelo fato de que ninguém sabia realmente como era Mogo. Mas isto não o deteria. Bolphugna
gastou anos procurado pelo lanterna. Ele examinou plantas, animais e insetos. Depois ele passou a examinar mapas do planeta. Embora não não encontrasse vida inteligente, ele descobriu florestas com padrões estranhos, Sobretudo com grandes intervalos de terra aberta. Uma noite, com sua busca inteiramente frustrada, Bolphugna espalhou
os mapas na frente dele. Colocando as extremidades dos mapas juntas, os padrões de árvores formaram o símbolo da Tropa dos Lanternas Verdes. Bolphugna percebeu rapidamente que o planeta onde estava era o lanterna verde conhecido como Mogo. Pela primeira vez, Bolphugna, o que não desiste... desistiu! Ligou a sua nave e partiu, desde então nunca mais se ouviu falar nele! Como um planeta e uma lanterna verde, poucas coisas ameaçam Mogo. Uma vez ele teve dificuldade com uma chuva de meteoros de matéria amarela corrosiva. A escória do material queimou na atmosfera, porém seu anel era inutil com relação aos restos da materia. Para se livrar dessa matéria, Mogo criou um agente holográfico para negociar com Manga Khan. O holograma negociou duas vasilhas do materia conservado em um estado inerte, por dois golfinhos do espaço capturados pela organização de Manga Khan. Porem Manga Khan não sabia que os golfinhos do espaço são protegidos pelo Lobo. O caçador de recompensas seguiu seus golfinhos até a organização, pretendendo matar os responsáveis pela captura. O heroi Sr. Milagre, no entanto, estava lá e sugeriu que seguissem a trilha destes até o seu novo dono. Sua descida ao planeta foi afetada por uma tempestade repentina, extremamente localizada. Não havia nenhum sinal de vida inteligente na
superfície do planeta. Lobo chamou os golfinhos e foi ignorado, uma tentativa de capturá-los fez com que o planeta atacasse. A dupla foi imobilizado e recebeu a visita de um hologram verde. Apresentando-se como um empregado do Mestre Mogo, explicou a troca que envolveu os animais. Os golfinhos que devoraram todo o
material corrosivo, disseram para o lobo que desejavam permanecer no planeta. Lobo foi convidado pelo emissário de Mogo a visitar os animais sempre que desejasse, desde que voltasse em paz. Eles concluíram que deixar os golfinhos com Mogo seria o mais seguro, Lobo e Sr. Milagre foram embora em paz. A dupla nunca descobriu que
Mogo era, na verdade, um lanterna verde. Uma outra história de Mogo diz respeito ao futuro. Em Ysmault, a casa do Império das Lágrimas, um demônio chamado Qull das Cinco Inversões contou a Abin Sur sobre uma profecia. De acordo com o demônio, os inimigos da Tropa dos Lanternas Verde se uniriam contra ela e empreederiam a batalha final. De acordo com esta profecia, Mogo será o último lanterna a tombar.
* Existe uma história que conta que, em uma de suas muitas viagens pelo espaço, Hal Jordan teria conhecido um planeta consciente. E que este planeta teria, em homenagem a Hal, dado o nome do lanterna a uma lua recém "nascida". Será que Mogo seria este planeta? Se sim, surge uma outra pergunta: teria sido Hal Jordan o responsável pelo recrutamento de Mogo?
Eu quero saber se Alan Moore ler esta edição?





